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domingo, 25 de fevereiro de 2018

Sobre crescer...



Pois bem... o tempo passa...  disso eu já sabia... e passa tão rápido e cada vez mais rápido... tanto que ainda me surpreendo...

Comecei esse blog há 7 anos... mãe de um menino com 3 anos e pouquinho e uma menininha com quase 1 aninho... entre fraldas, chupetas e Backyardigans, que eu sabia cantar quase todas as músicas e hoje precisei procurar no Google para lembrar como escrever certo...

Foram tantas fases, tantas manias. Muitas, a maioria, fui relatando, por fotos e postagens. Tantas pérolas, tantas gracinhas, tantas birras e tantas brigas também, essas mais na nossa quase privacidade de casa, só os vizinhos por testemunha quando, quase sempre, o volume aumenta muito (falamos alto normalmente, imagem brigando!!)

Mas o que eu realmente queria falar hoje é que essa semana, começaram as aulas novamente. E está tudo tão diferente. De dezembro para cá cresceram tanto.

O Pedro todo cheio de compromissos, responsabilidades, agora tem facebook. E eu que adorava contar os causos deles vou ter que cuidar com o que vou colocar, porque né?!

Ano passado foi selecionado para aprender musicalização e flauta em um grupo aqui da cidade. Fez aulas o ano todo, fez a prova para ingressar no Coral dos Canarinhos de Campo Largo. Passou. Agora está super entusiasmado porque em julho irão viajar. Sem os pais...

Pediu para entrar no grupo de basquete da escola. Claro que deixei, fiquei super feliz. É o único aluno do sexto ano. Todos são mais velhos - mas não necessariamente maiores rsrs, óbvio...

Já a Natália, compramos o material escolar para ela, com muito custo, porque nada ela queria "Esse tipo de lápis é de criancinha do pré... Não quero assim, nem assado, quero cozido... " Com conversa e jogo de cintura, ninguém saiu ferido... rsrs... Hora de fazer etiquetas. Tema escolhido esse ano: Moana. Chegaram as etiquetas. "Não gosto mais de Moana... é uma princesa. E eu já sou grande para gostar de princesas." Gente, EU já sou grande. E ainda gosto das princesas. E ela foi para o terceiro ano!

Comprar a mochila... Outra história. "Não quero nada de mochila de personagem. Nem nada rosa ou de bichinho (foi-se minha alegria... tinha me apaixonado por uma toda em tons rosa claro e verde água com gatinhos que estava louca para mostrar pra ela...) Preciso de uma mochila preta. Ou escura. Estou no terceiro ano e preciso de uma mochila do terceiro ano." Depois de muito andar achamos uma que agradou a gregos e troianos. É preta. Mas com detalhes em pink e glitter, para me deixar felizinha.

Vai se arrumar para ir para a escola, não preciso mais mandar fazer nada. Já desce pronta, antes do horário, de perfume passado, batom (por conta própria) e com a escova e elástico para eu prender os seus cabelos (coisa que 10 dias atrás, era uma santa guerra  para convencê-la. Cabelos presos, para ir a escola é muito melhor... ela tem muito cabelo, se não prende, fica descabelada muito rápido e com o cabelo na frente do rosto. Incomoda só de olhar.).

Mas é assim...

Como eu disse... cresceram... preciso me acostumar com tantas novidades.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O Pedro se formou!!

Sandra, que em 2012, foi a primeira Professora.
Este ano fui mãe de formando.

Aos 10 anos, o Pedro passou do ensino Fundamental I para o Fundamental II. Aqui, na nossa cidade, na rede pública de ensino, essa transição se dá com uma mudança de escola e de hierarquia administrativa. Ou seja: fundamental I é municipal, fundamental II é estadual. Podem atuar no mesmo endereço, mas são escolas distintas.

A cerimônia foi tão linda quanto se espera. Com as homenagens merecidas aos professores, funcionários, pais e equipe.  Com colação de grau e entrega do certificado de conclusão do ensino fundamental I. Fotos de bebês, da família, dos melhores momentos do ano em lindos clipes que fizeram as crianças rirem até não poder mais e as mamães chorarem como crianças. Foi lindo. Sou babona e manteiga derretida. Chorei quando chegaram os convites, quando chegou a camiseta que usariam na ocasião e durante toda a cerimônia. Chorei agora ao escrever...

É uma transição muito grande. Arrisco até a dizer que é a maior delas! Não é apenas uma etapa do ensino. É uma etapa da vida! É o adeus infância, olá adolescência. É daqui para frente que nós, pais, vamos poder ver o resultado de muitas coisas que estamos ensinando desde que nasceram. É daqui para frente que eles devem amadurecer em suas responsabilidades e escolhas. É daqui para frente que os amigos serão mais importantes e definitivos. Daqui para a frente tudo é novo... para ele e para mim...

E assim é a vida. Uma etapa após a outra, cada uma com seus encantos e suas dificuldades. Um eterno clichê... e agora é nossa vez...

Depois desta formatura, a maior só deve ser a da faculdade, em que entram adolescentes e saem adultos... mas isso é uma outra história, que deverá ser contada mais tarde... ;)

Professora Janete, última Professora solo, 2017

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Um Viva à Criatividade!

Hoje fui lembrada pelo Facebook, de uma postagem de 4 anos atrás, a respeito de um casal de pais, que todos os anos, dedica o mês de novembro para convencer os filhos de que seus dinossauros de plástico, ganham vida durante a noite... A sessão de fotos da postagem é fantástica, a criatividade do casal é incrível e a disposição mais ainda. http://www.quickmeme.com/p/3vpa2h

Mas o melhor de tudo é o motivo. Quatro anos atrás, eles já se preocupavam o excesso de tecnologia e a carência de imaginação na vida das crianças.

"Em uma época de Ipads e Netflix, não queremos que nossos filhos percam a fantasia e imaginação. Quando todas as questões do mundo são respondidas através da web, nós queremos que nossos filhos ainda tenham experiências misteriosas. Tudo demanda de um pouco de energia, criatividade e alguns dinossauros de plástico. A infância passa muito rápido, vamos garantir que seja divertida enquanto dure!"

É nisso que eu acredito. Crianças precisam ser crianças por muito mais tempo... Precisam ser instigadas a brincar, a criar. Precisam de liberdade para pensar, inventar, roteirizar suas experiências e brincadeiras. Todo tipo de faz de conta é construtivo! Precisam brincar de ser adultos, brincar de trabalhar, de cuidar de filhos, de fantasiar sobre aquilo que imaginam que será a vida adulta e de sonhar com tudo isso. E buscar realizar quando chegar a hora. As brincadeiras e a criatividade, são fatores importantes do crescimento. São elas que ajudarão, um dia, nas tomadas de decisões, na busca por soluções de problemas e questões da vida cotidiana.

As crianças precisam aprender a ler e a visualizar o que estão lendo. A criar o rosto de seu personagem favorito e não apenas vê-los desenhados no papel ou em movimentos animados. Grande parte do processo de criação e imaginação passa pela leitura.

Brincadeiras e livros são companheiros muito melhores do que smartphones, smart tvs e derivados. Cabe a nós, pais, resgatarmos esses costumes e incentivar o uso... Sem moderação.

O tempo passa muito rápido. Por aqui está cada dia mais difícil incentivar a imaginação e criatividade... Com 10 e 7 anos, já não me sinto mais tão manipuladora de suas cabecinhas infantis. Então a meta é diminuir o tempo de uso dos smarts e aumentar o tempo de uso da cabeça...

Mais a respeito:

http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI345392-18071,00-CASAL+CRIA+CENAS+ABSURDAS+COM+DINOS+PARA+ESTIMULAR+IMAGINACAO+DOS+FILHOS.html

No Facebook: @dinovember


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Como era ser CRIANÇA na minha Infância!


Ser criança na minha infância... que assunto mais delicioso para escrever as vésperas do Dia das Crianças.

Sem dúvida alguma, a melhor coisa que havia na minha infância era ter meus avós. Nós ficavamos muito na casa deles. A casa da minha vó era grande, com um quintal enorme, com galinhas e gatos e inúmeras possibilidades de brincadeiras ao ar livre. Engraçado... parece que naquele tempo só havia sol, porque eu não lembro de dias de chuva. Nós sabíamos brincar. Nós criávamos nossas brincadeiras... algumas vezes levávamos um tempão para organizar uma casinha, um escritório, um consultório ou uma escolinha e quando chegava a hora de brincar mesmo, perdia a graça.

Nós morávamos 3km longe da casa da vó então, lembro de passar a semana toda indo lá... e do lado da casa da minha vó, era casa das irmãs dela e assim, eu cresci junto da Bruna que é minha prima em terceiro grau, mas na verdade, é mais do que prima, mais do que amiga, mais do que irmã. Eu, Bruna e Rafael, meu irmão, brincávamos o tempo todo. Não perdíamos tempo vendo televisão... ficávamos aqui e ali, inventando brincadeiras e mais brincadeiras... Backyardigans me lembra muito a gente... muito mesmo... eramos muito criativos e inventivos, assim como eles. Incentivo o Pedro a inventar suas brincadeiras e fico tão feliz quando vejo que ele está aprendendo a brincar assim, sem depender de brinquedos caros nem de computadores.

Lembro que uma das nossas brincadeiras favoritas era escritório. Nós não tínhamos telefoninhos de brinquedo, nem pensávamos em computadores. Então, improvisávamos. Ganhei de uma tia, que era irmã da minha vó, um vidro vazio de perfume que era no formato de telefone e era com ele que brincávamos. Pegavamos papel, caneta e o telefoninho e passávamos horas brincando de escritório, escrevendo fichas para preencher com dados de nossos "clientes". Tudo tão fácil e simples. Fico imaginando se o Pedro e a Natália fossem inventar essa brincadeira hoje seria assim: 2 celulares e o notebook com mais de 60 atividades e só. Nenhum papelzinho, nem para lembretes... não teria nem graça arrumar a mesa do escritório.

O tio da Bru tinha marcenaria. Nós amávamos brincar lá. Pegávamos restos de madeira e colávamos, fazíamos casinhas, fantoches, qualquer coisa que quiséssemos. E até vendíamos!! Ficávamos na frente da casa da tia Yolanda (vó da Bru), oferecendo para quem passasse na rua. E vendíamos quase tudo!! Era muitooo bom!!!

Outra grande diferença são os preços dos brinquedos. Quando eramos crianças, brincavamos com o que tínhamos e inventavamos mais do que tudo. Hoje, para começar a brincar de casinha por exemplo, tem que ter todo um arsenal de brinquedos. Kits de cozinha, com panelinhas, pratinhos e tudo o mais, podem ser encontrados em qualquer loja de R$ 1,99. Ah, mas não dá para ser feliz brincando de casinha sem uma cozinha completa por exemplo, que custa um absurdo, isso quando não é casa completa, parcelada em suaves prestações por mais de um ano!!!! E que geralmente não duram o tempo do pagamento, porque se não quebram, logo eles enjoam e então já estão querendo outro presente igualmente caro.

Isso ainda sem contar os video games e computadores!!! Nós tinhamos um Atari e adoravamos. Aí um primo comprou o Mega Drive e ficavamos bem loucos para que ele estivesse em casa para que pudessemos jogar um pouco na casa dele, que era no meio, entre a casa da minha vó e da vó da Bruna.

Eu ainda sou criança. Aproveitei bem minha infância e hoje tenho tanta saudade. Será que as crianças de hoje, que aos 11 anos já não brincam mais, já lêem revistas de adolescentes, vivem na internet, sabem tudo de moda, maquiagem, computadores e video game, são da geração do descartável, não criam vínculo com brinquedo nenhum, vão ter uma boa lembrança da infância? Será que vão crescer frustradas porque não tinham celular celular aos 7 anos? Será que sentirão saudades dessa que é a melhor fase da vida e a mais curta ou será que darão graças a Deus por ter terminado? As crianças estão crescendo mais rápido, com mais responsabilidades, com menos tempo para ser criança.

Ser criança pelo maior tempo possível, não deixar a criança que existe em você desaparecer... é só tornar a vida mais simples, exatamente COMO ERA SER CRIANÇA NA MINHA INFÂNCIA.