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domingo, 25 de fevereiro de 2018

Sobre crescer...



Pois bem... o tempo passa...  disso eu já sabia... e passa tão rápido e cada vez mais rápido... tanto que ainda me surpreendo...

Comecei esse blog há 7 anos... mãe de um menino com 3 anos e pouquinho e uma menininha com quase 1 aninho... entre fraldas, chupetas e Backyardigans, que eu sabia cantar quase todas as músicas e hoje precisei procurar no Google para lembrar como escrever certo...

Foram tantas fases, tantas manias. Muitas, a maioria, fui relatando, por fotos e postagens. Tantas pérolas, tantas gracinhas, tantas birras e tantas brigas também, essas mais na nossa quase privacidade de casa, só os vizinhos por testemunha quando, quase sempre, o volume aumenta muito (falamos alto normalmente, imagem brigando!!)

Mas o que eu realmente queria falar hoje é que essa semana, começaram as aulas novamente. E está tudo tão diferente. De dezembro para cá cresceram tanto.

O Pedro todo cheio de compromissos, responsabilidades, agora tem facebook. E eu que adorava contar os causos deles vou ter que cuidar com o que vou colocar, porque né?!

Ano passado foi selecionado para aprender musicalização e flauta em um grupo aqui da cidade. Fez aulas o ano todo, fez a prova para ingressar no Coral dos Canarinhos de Campo Largo. Passou. Agora está super entusiasmado porque em julho irão viajar. Sem os pais...

Pediu para entrar no grupo de basquete da escola. Claro que deixei, fiquei super feliz. É o único aluno do sexto ano. Todos são mais velhos - mas não necessariamente maiores rsrs, óbvio...

Já a Natália, compramos o material escolar para ela, com muito custo, porque nada ela queria "Esse tipo de lápis é de criancinha do pré... Não quero assim, nem assado, quero cozido... " Com conversa e jogo de cintura, ninguém saiu ferido... rsrs... Hora de fazer etiquetas. Tema escolhido esse ano: Moana. Chegaram as etiquetas. "Não gosto mais de Moana... é uma princesa. E eu já sou grande para gostar de princesas." Gente, EU já sou grande. E ainda gosto das princesas. E ela foi para o terceiro ano!

Comprar a mochila... Outra história. "Não quero nada de mochila de personagem. Nem nada rosa ou de bichinho (foi-se minha alegria... tinha me apaixonado por uma toda em tons rosa claro e verde água com gatinhos que estava louca para mostrar pra ela...) Preciso de uma mochila preta. Ou escura. Estou no terceiro ano e preciso de uma mochila do terceiro ano." Depois de muito andar achamos uma que agradou a gregos e troianos. É preta. Mas com detalhes em pink e glitter, para me deixar felizinha.

Vai se arrumar para ir para a escola, não preciso mais mandar fazer nada. Já desce pronta, antes do horário, de perfume passado, batom (por conta própria) e com a escova e elástico para eu prender os seus cabelos (coisa que 10 dias atrás, era uma santa guerra  para convencê-la. Cabelos presos, para ir a escola é muito melhor... ela tem muito cabelo, se não prende, fica descabelada muito rápido e com o cabelo na frente do rosto. Incomoda só de olhar.).

Mas é assim...

Como eu disse... cresceram... preciso me acostumar com tantas novidades.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Esta é uma casa livre da Chupeta!!!

Dedo na boca e mãozinha no cabelo = soninho chegando!!!

Agora, passada uma semana já, acho que posso dizer que sim, estamos livres da chupeta!!

Um ano atrás o Pedro largou a dele, sem medo, sem trauma e 100% por escolha dele mesmo... leia aqui.

E uma semana atrás, a Natália largou a dela.

Semana passada a Natália estava com muita tosse e dificuldade para respirar... mas fiquei realmente com medo quando, na hora do almoço, percebi que ela estava com as mãozinhas roxas!! Terminamos de almoçar, deixei o Pedro na escola e corri para o Dr. Frauzemar. Ele disse que ela estava com broncopleurite, quando o pulmão fica muito carregado e começa a se fechar, por isso as mãos, pés e nariz roxos (quando tirei a roupinha dela para consulta que vi os pés e o nariz arroxeado). Apesar do diagnóstico assustador, não é tão grave quanto parece e com a primeira dose do remédio a circulação já voltou ao normal e as extremidades voltaram a sua coloração saudável, apesar de que ela ainda passou 3 dias com um aspecto horrível e até hoje, uma semana depois, ainda tosse... acho que aí deve-se também aos eventos climáticos, (ô umidade gelada que está fazendo!!!!). Mas devido a tosse e dificuldade respiratória, ela não dormiu de chupeta nem uma vez nestes dias e nem depois de dar uma melhorada!!! Ela simplesmente esqueceu!!! Eu aproveitei e escondi todas as chupetas que tinha em casa... eventualmente uma brota da terra ou o saci devolve e ela aparece num local de fácil acesso, então Natália pega, fica um pouquinho, logo larga, eu escondo e pronto... fim de papo!! 

Só que nem tudo é um mar de rosas... toda essa facilidade e sossego se devem ao fato de que ela chupa o dedo... aí eu me pergunto: o que é pior hein??? Não tem como jogar o dedo fora um dia, né... nem trocar por presentes com o Papai Noel... 

Bom de qualquer maneira, considero esse um grande passo no nosso crescimento!!

Ah, também preciso contar que a mamadeira também foi erradicada sem traumas!!! Substituída de manhã por uma deliciosa xícara de chocolate quentinho com bisnasguinhas ou bolachas, ou então um iogurte, e a noite, simplesmente esquecida!!!

Não sou mais mãe de bebê... sou mãe de 2 crianças!! Passei mais uma fase...


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Natália Maria



Minha linda... minha vida...

Uma arteirinha de marca maior!! Com quase 2 anos, viciada em adrenalina!! Andar é para os fracos... a Natália vive de correr, de pular, de se jogar de cima de onde estiver, pronta para ser segurada... de virar cambalhotas, de se segurar entre um sofá e outro erguer as pernas num ângulo reto e se soltar de bunda no chão... ou então, se apoiando nos sofás, ficar na ponta do dedão, como uma bailarina profissional e não tem nem 2 anos!!

Natália, aquela que antes dos 2 anos já enfrenta seus medos de frente!! Ficou com medo da máscara do meu irmão, mas foi atrás dele, colocou a mão para sentir, com um pouco de receio, mas teve coragem.

Aquela que há 7 meses, com menos de 1 ano e meio, precisou trocar o berço pela cama, por julgar a grade do berço por uma barra de ginástica olímpica. Essa mesma, que no seu primeiro dia de piscina não quis nem saber de ficar sentadinha em um boia de cavalinho, fez e aconteceu, me deu mais algumas dúzias de cabelos brancos porque só aceitou entrar na água com boia de braço, pulou da borda da piscina, quis ser jogada para o alto, mergulhou, afundou, voltou a tona com um sorriso no rosto e os cabelos nos olhos. Ela, que não quer pentear os cabelos mas já adora um esmalte... que quando resolve que não quer usar um vestido não tem quem a vista, assim como quando quer usar um chapéu ou um gorro nem tente dissuadi-la disso, por mais que o calor esteja escaldante ou que as cores não combinem...

Sim, ela já entra numa loja de sapatos e vai admirar as sandálias... ela fica na frente do espelho se olhando...

Ela que pensa que os gatos são de brinquedos e que ela pode usa-los de travesseiro... já foi arranhada, mordida mas não desiste de fazer dos gatos gato e sapato... foi mordida no olho pela cachorrinha da minha tia, mas voltou do hospital direto para baixo da mesa atrás da cachorrinha......

Fala "favoi" para tudo que quer, o que muitas vezes é um golpe baixo, porque não temos coragem de negar, mesmo quando precisamos (nego, mas com o coração doído)... entra no carro e vai logo dizendo: "xinto Pedo" para que ele coloque o cinto e em seguinda "Doxe, mamãe, favoi"(música Doce Mel, que ela ama!!)... e assim que ligo a música que ela quer já diz "Dada" (Obrigada!!), e assim, ouvimos 3, 4 ou 5 vezes a mesma música seguida... até não aguentar mais ou então até ela dormir... rsrs.

Ela tira a roupa para tomar banho e sem nem precisar dizer nada que ela já leva a roupa suja para a cesta (até mesmo se a roupa estiver limpa, rsrs).

Ela é metódica!! Quando saí do banho quer que eu faça sempre as coisas do mesmo jeito, não gosta que mude nada!! Não gostou nem de mudar do cadeirão de almoçar para a mesa!! Levei alguns dias para acostumá-la e essa nova ideia (tudo para ver se ela almoça melhor... ela não come muito não... mas prefiro deixá-la a vontade, afinal, fome ela não passa!!)

Adora ficar descalça, mas quando me vê sem chinelos já vem colocar os meus nos meus pés (como acabou de fazer, neste minuto...).

Brinca de bonecas, brinca de cozinhar, brinca de carrinho, brinca de trem, mas sua brincadeira favorita é esconde-esconde! Que coisa mais linda, ver esse toquinho de gente de rosto colado na parede, contando, aí se vira para nós, com suas mãozinhas levantadas e sua carinha de indagação e SEMPRE pergunta: "Cade Pedo? Cade?" E sai correndo, rindo, gritando a bate na parede um 31 meu... e então, corre se esconder no exato lugar onde encontrou o Pedro...

Está aprendendo a falar, então, de repente desanda: fala, fala, fala e nós não entendemos nada, e na mesma hora fala umas frase com 4 ou 5 palavras novas e nos encanta com seu jeito de menininha sapeca, travessa, meiga e linda...

Natália, ela que no primeiro mês de gestação eu tinha certeza que era menina, mas que levou mais de 5 meses para se mostrar e confirmar o que eu já sabia. Um nome que demoramos para encontrar, até que chegou uma noite em que eu decidi que não iria dormir enquanto não houvesse escolhido o nome... quando cheguei na letra N do livro resolvi pular, porque não acreditava que teria um nome que nos agradasse com N... mas ainda assim corri os olhos pelos primeiros nomes... e Natália simplesmente brilhou lá no meio de outros... e foi aceito por nós 2 na mesma hora, o que me deixou tremendamente feliz, porque é uma alusão ao nome da minha avó Maria Natalina = Natália Maria!

Natália Maria: abençoada no nascimento, mas foi também abençoada na concepção... e é abençoada diariamente.

No seu aniversário filha, não tenho nem palavras que expressem minha alegria e minha eterna gratidão a Deus, por ter me feito sua mãe.

Amo você absurdamente, imensuravelmente. Amo você até a lua... de ida e volta... infinitamente!

Um vídeo simples, uma retrospectiva, com uma das minhas músicas favoritas, para você, filha, no seu dia e que todos os dias sejam seus... menininha do meu coração...

domingo, 27 de novembro de 2011

Um sonho realizado!

Houve quem disse que era cansativo...

Houve quem disse que era chato e caro...

Houve quem disse que seria complicado com duas crianças pequenas e tendo que viajar no colo...

Houve que disse que o Pedro chegaria enjoar de trem, de tanto que demora a viagem...

E houve quem não se importasse com nada e simplesmente foi...

Para entender um pouco da fascinação do Pedro por trens, leia aqui, antes.
Tudo começou em fevereiro, quando no site Peixe Urbano apareceu uma promoção de passagem Curitiba-Morretes-Curitiba de trem pela Serra Verde Express. Era a promoção que estávamos esperando. O João Luiz, que é o padrinho do Pedro me ligou dizendo que iria comprar pra ele levar o Pedro e queria saber se a gente queria comprar para ir também. Que dúvida!! Claro que compramos também. Logo em seguida, houveram chuvas, um temporal muito grande que alagou toda a região de Morretes, deixando inúmeras pessoas desabrigadas e interrompendo por 26 dias a passagem do trem. Aí ficaram as passagens compradas e depois de 3 datas planejadas, só deu certo para o dia 27 de novembro!!

Mas desde que as passagens foram compradas, ninguém contou pro Pedro. Era segredo de estado, para não estragar a surpresa. Ele só ficou sabendo quando chegou na rodoferroviária e viu que estávamos entrando!!! Ele pensou que fomos lá para ver a maquete!!! Meu Deus, como ele ficou feliz quando viu que íamos viajar.

A descida é bem demorada, o trem não pode passar dos 28km/h e são 110km!!! Levou mais de 4 horas para chegar. Mas a paisagem é tão linda que a gente mal percebe o tempo. E lembrem que como as crianças não pagam a passagem, eles não têm acentos e portanto têm que viajar no colo!! Mas como estávamos em 6 adultos, fomos revesando e dividindo os colos, trocando de lugares e correndo atrás da Natália várias vezes dentro do vagão.

Além das paisagens maravilhosas, o passeio conta com guias que vão mostrando todos os lugares mais bonitos, as melhores clareiras para tirar as melhores fotos e todas as histórias existentes dentro dos 125 anos de história da linha. É realmente muito legal.

Chegamos em Morretes, o Pedro queria almoçar logo pra voltar logo pro trem. O passeio em Morretes fica meio apertado, porque chegamos lá mais de meio dia e tínhamos que estar de volta na estação no máximo às 15h30min. Isso nos deu pouco mais de 3 horas para almoçar e passear pelo centro histórico. E por falar em almoço... que delícia!!! Camarão e peixe à vontade!!! E é claro, Barreado, pra quem gosta!!! Depois do almoço, passamos rapidinho pela feirinha de artesanatos e fomos tomar sorvete de Gengibre (eu adorei!!! se você quiser tentar imaginar, como é, pense num sorvete que ao invés de refrescar te esquenta a boca!!! Uma delícia!!) E então já era hora de voltar pra estação para embarcarmos na viagem de volta.

A viagem de volta é mais ligeira que a de ida, porque na ida, o trem anda mais devagar e para bastante, para esperar os trens de carga que estão subindo a serra e para que a gente possa fazer mais fotos... e na volta, como a preferência é de quem está subindo, não paramos nenhuma vez. E ainda, como bem menos gente sobe de trem (a maioria volta de ônibus), o vagão estava bem mais vazio, tanto que pudemos ir sentados nas poltronas com as crianças em acentos próprios. Isso foi uma comodidade imensa!!! Ainda mais na volta que já estávamos bem mais cansados. Levamos 3 horas para subir a serra até Curitiba.

Mas o que valeu mais a pena não foi o Véu da Noiva, nem a Garganta do Diabo, menos ainda o Salto dos Macacos... o que fez do passeio o melhor do mundo, foi ver a alegria estampada no rosto do Pedro, pelas mais de 7 horas que passamos dentro do trem. Acho que em toda a história dessa linha, nunca, ninguém aproveitou tanto e gostou tanto da viagem como o Pedro hoje. Alegria explícita!! A cada pouco ele vinha para mim e me dava um beijo e dizia "Te amo, mãe!". Ele estava irradiando felicidade. E ele perguntou para cada um de nós se estávamos felizes. Perguntou até para os passageiros que estavam próximos. Nós estávamos mais felizes em ver a felicidade dele... Ele veio analisando tudo o que ele pode... ele mais parecia um cachorrinho andando de carro: quase o tempo todo com a cabeça para fora da janela, maravilhado. Ele reparou em cada detalhe que nem nós percebemos. Foi um sonho realizado para ele e para nós que estávamos junto. Lindo de ver e de viver com ele essa alegria.

Mas teve mais alguém que adorou o passeio!! A Natália!!! De uns dias para cá, ela começou a demonstrar interesse também!! Outro dia quase morri de rir quando, na casa da minha mãe, olhei pra ela e ela estava correndo e girando o bracinho (tudo bem que bemmm atrapalhadinha na coordenação ainda... mas deu para entender o que ela tava fazendo!!!), exatamente como o Pedro faz quase o dia todo!!! E também, desde que ela desandou a falar, depois de NÃO! a palavra que ela mais diz é "teim"!!! E se o Pedro pega os trens dele para brincar, e ele pega todo dia, lá vem a Dona Natália querendo pegar todos os trens dele e é aí que começa a choradeira. Então, quando ela entendeu que estávamos num trem de verdade, ela também ficou empolgadíssima e eufórica!!! Ela olhava pelas janelas e dizia o tempo todo "teim". Na volta, depois de dormir mais de uma hora, ela acordou com tudo, correndo de novo pelo vagão e depois, parando na janela dando tchau para quem estava na rua. Até que eu inventei de mostrar um cachorro pra ela e falar "Tchau au-au!", para que ela começasse também e fosse quase todo o resto da viagem dizendo "Tau au-au!!" Tanto que para tirá-la da janela e levá-la para trocar de roupa para descermos foi uma guerra só!!!

É... ainda bem que fomos. E ainda bem que soubemos que essa promoção do Peixe Urbano tem todo ano... Ano que vem, estaremos de novo lá, num domingo qualquer, correndo atrás das crianças no vagão, virando bancos para frente e para trás, passando mais de 7 horas do dia dentro de um trem... e Deus, espero que o Pedro e a Natália curtam tudo de novo, porque eles curtindo, é certeza que será maravilhoso!!!!

Fotos!!!




Na estação. Com a camiseta nova.


Feliz da vida curtindo o passeio!!!


Natália aproveitando a vista da Serra do Mar.


Eu, Pedro, Rodrigo e Natália.

João Luiz, Sarah e nós 4.


Pedro descansando do passeio.


Experimentando todas as sensações do trem... eca....


Entrando em um dos 13 túneis do percurso.


Chegando em Curitiba... fim do passeio.

Mais fotos aqui.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Olhar para um filho que está dodói....




Faz 4 dias que a Natália não está bem...

Começou de madrugada, com febre. Passou o dia meio amuadinha, chorosinha, querendo mais colo do que tudo. Graças a Deus, colo é algo que nunca lhe falta, quando não é mamãe e papai, tem vovó, vovô e uma inifinidade de tios e tias que é de tirar o chapéu. Dormiu bem a noite toda, acordou mais cedo do que de costume ardendo em febre... teve diarréia, não quis comer quase nada... e nessas horas, quem disse que consegui falar com o pediatra?? Então bora correr no hospital para uma consulta. Como algumas coisas são "surpreendentes" né?? A médica que estava atendendo era uma que já consultou a Natália em outra ocasião. Eu não gostei muito dela, a Natália chora demais em qualquer consulta e ela mal tocou na Natália aquele dia... uma consulta totalmente mecânica, paga pelo plano de saúde. Acontece, que desde que o Rodrigo mudou de emprego, estamos sem plano, então na segunda vez, pagamos a consulta a vista, R$ 80,00. A mesma médica parecia outra médica!! Super atenciosa, examinou muito bem a Natália, até deu pra gente amostras dos remédios que precisariamos dar para ela. Ficamos um tempão no consultório. Mas como disse o Rodrigo, estava com a grana na mão, né?? E mesmo assim não me inspirou confiança. Como temos isso com médicos, não é? Uns a gente gosta simplesmente ao abrir a porta do consultório, outros não tem jeito... parece que falta alguma coisa (falta simpatia, falta dedicação, falta confiança, falta tato, falta sensibilidade, falta quase tudo, só tem técnica mesmo e quando tem....). Não gostei do diagnóstico, que para variar, era de virose... a médica disse que ela levaria de 10 a 15 dias para melhorar!!! E receitou para ela só antitérmico e um pra vômito (porque a Natália vomitou também, mas foi uma só vez e tão pouco) e mais dois para repor sais e flora intestinal. Mas qual é o remédio para acabar com essa virose que estava maltrantando meu nenê??

No dia seguinte, dando só o antitérmico porque ela não estava mais vomitando e nem amarrada ela tomou os repositores, ela acordou pior que no dia anterior. Quem aguenta ver seu tesourinho ali, daquele jeito, por mais 10 dias?? Eu não consigo!!! Não dormiu quase nada a noite. De manhã quase não conseguia levantar a cabeça, tão fraca estava. E pálida que dava dó. Só tinha olheiras.

É de cortar o coração de qualquer mãe ver o filho nessas condições. Ainda mais a Natália que é toda elétrica, espoleta, não fica mais do que 5 minutos fazendo a mesma coisa. Ver ela numa condição que mal se aguenta é muito desesperador. Então, corremos para o Pequeno Príncipe, em Curitiba. Pagamos outra consulta. Desta vez, a médica que nos atendeu foi muito mais atenciosa, tanto que a Natália que é um escandalo chorou muito pouco! A primeira coisa que ela mandou foi fazer um exame de urina, já que a Natália só tem um rim, tem que descartar a hipótese de infecção urinária (tá bom confesso que esqueci de contar para a primeira médica do rim único... mas também não pensei que poderia ter alguma coisa a ver.) Lá vamos nós de novo com a nossa saga de coletores... lembram desse dia aqui?? Me desesperei em pensar passar por tudo de novo! E, de novo, sem xixi no pacotinho!!! Mas como eu disse antes, tem médico que cativa só ao abrir a porta, e assim foi a Dr. Emma. Ela já mandou os remédios para a Natália mesmo sem o resultado do exame em mãos. É o mesmo antibiótico que a Natália tomou na primeira infecção que teve. Então, mesmo sem o xixi no pacotinho, e consequentemente sem exame de urina, ela começou a tomar o antibiótico e um antiinflamatório. Hoje já acordou mais animadinha e mesmo tendo passado a manhã toda deitada vendo Backyardigans, já dá para ver que ela está melhorandinho. Agora a pouco, teve uma crise que foi realmente assustadora. Ficou mais de 10 minutos chorando e gritando sem parar... e nada do que eu fizesse ou deixasse de fazer acalmava a mocinha. Ela chorou até dormir, soluçando... e aqui está ela, ao meu lado, dormindo, choramingando de vez em quando, gemendinho. Espero que agora ela esteja corretamente medicada, e assim caminhando para melhorar logo.

Mas que corta o coração de qualquer mãe ver a cria fora de seu estado normal, ah, isso corta. E como dói.... só desejo mais do que tudo nessa vida que o quanto antes ela esteja 100% de novo.

sábado, 10 de setembro de 2011

A Cama não foi apenas uma cama...


A troca do berço pela cama não foi uma simples troca... pelo menos não para mim...

Estava bastante preocupada e ansiosa pela mudança, com medo da Natália não estar preparada ainda, no auge do seu 1 ano e 5 meses de vida, para sair do berço para a cama, assim, de uma hora para outra, sem preparo, tanto para ela quanto para mim. Mas como já contei aqui, estava ficando muito perigoso. Então, não tivemos opção.

Ela dormiu SUPER bem as 3 noites que já se passaram, não precisei ficar ninando, nem na soneca da tarde, nem a noite, como sempre. Aliás, foi melhor do que ultimamente no berço, que ela vinha acordando por volta das 8h e coincidentemente, desde que está dormindo na cama, tem acordado depois das 9h. Ela adorou a novidade, especialmente de manhã, que ela acorda e fica brincando no quarto nem sei quanto tempo, mas quando abro a porta, tem brinquedos, roupas e sapatos espalhados pelo quarto todo. Ela tem se divertido.

Na primeira noite, parece que quem não dormiu fui eu... queria ficar o tempo prestando atenção para ouvir qualquer som vindo do quarto dela. Para ficar ainda mais emocionante, começou uma ventania, que batia a janela do quarto e aí sim eu não conseguia ouvir mais nada... na minha percepção, fiquei a noite toda meio acordada. Em vão!!! Não teve nem um pio vindo do quarto. Noite de sono perfeita, graças a Deus.

A Natália está cada vez mais independente. Parece que de 2 semanas para cá, ela não quer mais ser um bebezinho. De uma hora para outra, sem incentivo da parte de ninguém, ela resolveu comer sozinha! Quando eu digo que foi sem incentivo, quero dizer que realmente eu não dei uma colher para ela e mostrei como fazer. Ela simplesmente pegou a colher e começou a comer sozinha. E quando a gente tenta dar comida para ela ou mesmo ajuda-la a colocar a comida na colher, ela se recusa. Vira a cabeça e não come nem amarrada!!! E é impressionante como ela come direitinho!! Claro que nos padrões de uma criança de 1 ano e 5 meses!!

Outra grande mudança que vem ocorrendo é na hora do banho. Nós temos o costume de tomar banho com as crianças, as vezes eu, as vezes o Rodrigo. E com a Natália, assim como foi com o Pedro com a idade dela, o banho é no colo. Mas agora, ela não quer mais tomar banho no colo. Quer ficar em pé, no chuveiro. Eu morro de medo!!! Ela não...

Meu nenezinho, de 1 ano e pouco, não quer mais ser um nenezinho... quer ser criança, quer ser mais independente... por um lado, acho bonito, importante que ela tenha essas atitudes, acho realmente que são atitudes de uma grande personalidade. Mas também, meu lado MÃE, queria que ela continuasse sendo meu bebezinho por muito mais tempo... não tenho a intensão de ter outros filhos, então ela é a última... e agora, ela não é mais tão indefesa e dependente... e cada dia será menos... é como eu disse ali no começo do parágrafo, sei que é bom, faz parte do crescimento, mas parece que o Pedro foi meu bebezinho até o dia que a Natália nasceu e eu vi o quanto ele era grande... e por essa razão, achava que a Natália sendo a última seria meu bebe eternamente!!! Agora estou aqui, vendo meu nene crescer e se tornar criança e tão rápido quanto, será uma mocinha, e quando eu menos esperar, ela será uma mulher... e com essas atitudes, sei que ela será uma grande mulher. Das que fazem e acontecem, das que deixam sua marca no mundo.... mas por enquanto, eu queria apenas segurar meu nenezinho por mais tempo embaixo das minhas asas.....

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Doa-se um berço

Pedro e Natália no berço que um dia foi deles... foto tirada quase 1 ano atrás.


Hoje, dia 08 de setembro de 2011, será um dia de grandes mudanças por aqui... a Natália dará adeus ao berço...

Acho que ainda é cedo e estou realmente preocupada com uma mudança tão grande assim, ainda mais que ela tem uma rotina tão boa de sono, dorme sozinha, a noite toda, e nas raras vezes que acorda é bem tranquilo de faze-la dormir novamente. Durante o dia é a mesma coisa. Ela dorme logo depois do almoço, sozinha no berço, é só coloca-la e sair, que ela fica quietinha e dorme.

Mas acontece que o berço está no nível mais baixo possível (e isso quer dizer que o meu marido já fez novos furos para que o estrado ficasse bem ao nível da grade!!) e agora, já está perigoso mesmo assim, porque ela, em pé no berço, consegue apoiar o umbigo na grade e se lançar para frente!! Se ela der um impulso maior, vai cair de cabeça no chão!! Sendo assim, melhor não arriscar...

Puxa, estou preocupada com essa mudança... acho que ela vai estranhar tanto. Essa transição, com o Pedro, foi bem tranquila, ele era quase 1 ano mais velho do que ela hoje, mas ele também sempre foi muito mais sossegado em praticamente todos os aspectos (mas isso é assunto para outro post...), e realmente, só saiu do berço porque estava grande (ele nunca nem tentou fugir do berço como a maioria das crianças fazem e como a Natália tem tentado...) e a Natália estava quase nascendo e ele cederia o berço para ela... então, ganhar uma cama, foi como um prêmio e ele estava muito feliz com isso... mas a Natália não vai entender isso ainda. Ou vai?!

Depois conto aqui como foi essa etapa de nossas vidas... espero que seja tranquila...

Doa-se um berço...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O espelho, a Pipa e a Torta de Maçã.


Três causos que merecem ser relatados...

O Espelho:

Natália está adorando se olhar no espelho!!! Depois que eu termino de colocar roupa nela, ela para na frente do espelho, fica passando a mão no cabelinho, se olhando, rindo, fazendo umas gracinhas... E depois ela vai mostrar pro Pedro. Ela entra no quarto dele, ou onde ele estiver, para e faz um barulho como quem diz "tharan!!" e ele já olha pra ela e diz:

- Ahh que liiiiiiiinnnndaaaaaaaaaaa!!!!!

Não importando se ela está de moletom de ficar em casa ou com o vestido mais lindo que ela tem... ele sempre acha ela linda!!!

Fico me perguntando como é que pode, ela com um ano e quase 5 meses, já ter essas vaidades de menina!! Ela está toda caprichosinha, pega o pano que encontrar pela frente (sério, pode ser um pano de prato, um tapete ou uma echarpe, tanto faz...) e fica colocando em volta do pescoço, na cabeça, na frente do corpinho e fica se olhando!! Tá, sou babona, fico achando tudo lindo, mas não quero que ela vire uma perua desvairada lá pra frente, pelo amor de Deus!!!

A Pipa:

Outro dia, do nada, o Pedro me disse que queria ter uma pipa... falei pra ele que tudo bem, soltar pipa é uma delícia, que eu ia ver com o vovô para fazer uma para ele. Mas nem me lembrei mais, nem ele. Até que sábado, fomos ao parque curtir o solzinho, levamos a bicicleta dele e o triciclo da Natália. Só que tinha pessoas soltando pipas, e ele lembrou que ele também queria uma e veio me perguntar da que eu tinha prometido para ele. Meu pai estava lá e eu disse pro Pedro:

- Aproveita, vai lá e conversa com o vovô e pergunta se ele pode fazer uma para você.

O Pedro pediu, meu pai disse que lógico que faria, só precisava arrumar varetas... eu disse que compro e eles, e meu pai, o Rodrigo, meu irmão e o sogro do meu irmão começaram a conversar sobre as melhores varetas para fazer pipas... e conversaram só sobre as tais varetas (de paina, de bambu, de fibra, etc...).

Quando chegamos em casa, o Pedro me perguntou quando iríamos comprar as coisas para fazer a pipa. Eu disse que tinha que ver direitinho com o vovô sobre qual vareta comprar e então ele olhou para mim e disse:

- Mas nós também temos que comprar a linha de pipa e o papel de fazer pipa!!

Juro por Deus que eu não ouvi nenhum deles falar sobre linha e papel!!! Ele pensou nisso por conta própria!!! Eu fiquei pensando, obviamente ele viu alguma coisa sobre pipa no Discovery Kids, ou será que é possível que ele tenha pensando em tudo isso sozinho?? Ele ainda vai fazer 4 anos e NUNCA empinou uma pipa nem ficou vendo ninguém fazer isso!!!

A Torta de Maçã:

Logo depois do causo da Pipa, no sábado mesmo, mais a noite, o Pedro me perguntou:

- Sabe qual é a torta que eu mais gosto, mãe??

- De banana!!

- Não!! De maçã!!! Você sabe fazer torta de maçã, mãe??

- Não!!

- Você pega, vai no mercado (pensei que ele ia dizer compra uma torta de maçã e pronto, rsrs!!!) compra maçãs, descasca elas, corta bem pequenininho, coloca numa forma com a massa e assa no forno elétrico!!!

Mereço???!!! Acho que ele tem assistido Ana Maria Braga e eu não sei!!!!!

Só por Deus mesmo!!! Amoooooo!!!!!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Meu melhor ajudante



Como pode uma criança de quase 4 anos ser capaz de ser tão prestativa??

O Pedro é assim:

- Estou na cozinha fazendo almoço e ele vem perguntar o que eu quero que ele me traga da geladeira ou da fruteira;

- Vou fazer a Natália dormir e ele quer levar a mamadeira no quarto dela;

- Chegamos em casa e ele SEMPRE tem que fechar o portão;

-É ele quem prepara o suco todos os dias para o almoço;

-Ele quer carregar a cesta no mercado (até onde ele consegue segurar antes ficar muito pesada!!) e empurrar o carrinho também;

- Ele cuida da Natália enquanto eu tomo banho quando estou sozinha em casa, não deixando ela sair do quarto, para não correr perigo na escada;

- Ele brinca com ela o dia todo e tem uma atenção sem medidas para tudo que ela faz, com muita preocupação e cuidados;

- Ele é quem consegue faze-la comer um pouco mais (ela está numa fase em que come só umas duas ou tres colheradas e não quer mais nada, até que ele olha para ela e diz: Come Natália! e ela na mesma hora abre um bocão e come mais um bom tanto!!)

- Ele dá ração aos gatos (tem até que cuidar, senão ele faz isso o dia todo!!)

- Ele canta a música favorita da Natália quando ela está chorando e se não der certo ele canta outra até ela parar.

- Ele chora com ela quando ela se machuca, tanto que normalmente não sei nem qual dos dois eu atendo primeiro.

- Ele SEMPRE quer ser o primeiro a entrar no quarto dela de manhã, ao menor sinal de que ela está acordada. E ele fica lá brincando com ela até ela querer sair do berço, aí sim é que eu vou busca-la.

- Ele me alcança fraldas, lencinhos, talcos, pomadas, sapatos e tudo o mais que eu precisar.

- Ele se oferece para varrer a cozinha ou melhor, ele pega a vassoura e a pázinha e vai juntando todo o cisco que ele encontra pela frente!!

- Ele fica ao meu lado, me alcançando os grampos enquanto eu penduro as roupas lavadas.

- Ele brinca com a Natália o tempo todo, com paciência, sem paciencia, ensinando, competindo, dando bronca, cuidando, AMANDO, exatamente como a gente sempre sonha que seja.

E é tudo porque ELE quer fazer!!

Mais uma vez, eu vejo essas coisas todas e agradeço a Deus por meus filhos.

sábado, 4 de junho de 2011

2 semanas bem corridas...

Duas semanas atrás, resolvemos passar o fim de semana na praia. Praia essa época do ano é uma delícia. Mais tranquilo impossível. Quer dizer, mais ou menos. Foi na noite de sexta para sábado que começou a maratona.

O Pedro acordou, por volta das 2h da manhã. Ainda estávamos todos acordados, nos preparando para ir dormir, e confesso que eu estava desde a meia noite resistindo a minha cama me chamando. Acordou com um ovo na testa. Eu nunca pensei que haveriam pernilongos na praia em maio, numa temporada de dias frios. Mas foi assim que eu descobri que tem pernilongos provavelmente o ano todo na praia. E o Pedro todo picado. Tanto que ele chorava pedindo ajuda para se coçar. Lá fui eu e o marido, as duas e pouco, em busca de uma farmácia de plantão aquelas horas, atrás de um antialérgico. Nossa casa da praia fica há uns 2 km de uma praia central. Mas fora de temporada, só pernilongos e botecos dão expediente depois da meia noite, quem dirá as 2h da matina!!! E a segunda coisa que eu aprendi é que NUNCA posso sair sem o antialérgico do Pedro (assumo que isso é uma coisa que eu DEVERIA ter pensado!!!) Paramos para perguntar onde havia uma farmácia de plantão e adivinhem?? Só em Matinhos, há 20 km da nossa casa. Aí eu disse pro Rodrigo que era melhor a gente voltar para casa e ver como ele estava, qualquer coisa, o posto de saúde era ali pertinho de casa, melhor do que dirigir 20km às 2 e meia, em busca de um remédio. Quando chegamos ele estava com a testa toda inchada, já chegando nas orelhas (lembram da cara do Will Smith, em Hicth, que ele come camarão, eu acho, e ele incha todo??? era quase assim que o Pedro estava!!) e ele começou a dizer que não estava mais conseguindo respirar pelo nariz. Corremos para o pronto socorro. Ele tomou uma injeção e o médico receitou antialérgico pra ele e disse para eu levá-lo na segunda feira à um imunologista, alergista, sem falta!!!

Na terça ele foi ao pediatra e no alergista só consegui horário para quarta feira. Fui levá-lo e ele precisou fazer um exame de sangue, para ver do que ele tem alergia. Estava muito preocupada com a questão das abelhas, porque se com pernilongos ele ficou quase sem respirar pelo nariz, abelha é muito mais perigoso. Fomos na quinta fazer os exames. A guia do convênio tinha 5 pedidos, o máximo permitido pelo convênio por vez: alimentos, insetos, ácaro, cão e alergias em geral. Só que o laboratório não faz para insetos. Tem que ser especificado o tipo de inseto e como já haviam 5 solicitações na guia, não poderia fazer com a mesma coleta e eu não poderia nem trocar o insetos por abelhas porque não pode haver rasuras na guia. Então para fazer de insetos, terá que tirar sangue outra vez. E para essa vez, precisou eu mais 3 enfermeiras para segurar o "tourinho" para a coleta de sangue. Foi muito difícil. Ele tem o tamanho de uma criança de 5 ou 6 anos. Eu tive que prender as pernas dele no meio das minhas e segurar com toda a minha força seu rosto para ele não olhar, duas enfermeiras segurando os braços dele e uma para tirar o sangue. E ele gritou e chorou tanto!!! Tadinho....

Nesse meio tempo eu precisava marcar com a nefrologista que atende a Natália. Quando liguei para o Hospital Pequeno Príncipe, me disseram que ela esta saindo de licença maternidade, que só teria consulta para o dia 14 de julho com outro médico. Mandei um email para a médica, pedindo as guias para fazer os exames que nesse tempo eu levo para o Dr. Frauzemar olhar e dia 14, quando consultar com o outro médico já levo os resultados. Ela mandou um email que era para eu pegar as guias na sexta feira. Mas eu moro em Campo Largo e o HPP é em Curitiba e como na semana seguinte eu tinha que levar os exames do Pedro no alergista e o consultório fica a 5 quadras do HPP, deixei para pegar na terça, no dia do retorno do Pedro.

Os exames do Pedro mostraram que ele tem bastante reação alérgica e os testes feitos mostraram que ele tem alergia a alguns alimentos, especialmente amendoim, peixes e leite (até hoje nunca teve reação a nada disso, mas devo ficar atenta.). E eu deveria começar um tratamento no dia mesmo. Um remédinho, uma vez ao dia, durante 30 dias e depois volto para fazer novos testes. Pelo menos ele não vai precisar ser "picado" de novo tão já...

E peguei as guias dos exames da Natália. Ecografia, urina e sangue. Em 4 guias diferentes... Como na semana que vem tenho consulta com o Dr. Frauzemar, quis fazer todos os exames essa semana mesmo, pra levar os resultados para ele antes da consulta com o nefro, que é só para daqui um mês. Continuando a correria.

Na quarta feira marquei a Eco para as 5 e meia. Aproveitei e fui ao laboratório para o exame de sangue e pegar os coletores de urina.
Primeira tentativa: o exame de sangue tinha que ser em jejum. Ela já tinha tomado café da manhã e sem chances de ficar sem almoçar.
Segunda tentativa: o exame de urina pede que seja a primeira urina da manhã!!! COMO FAZER ISSO EM UM BEBÊ DE 1 ANO??????? Ok, pode ser qualquer urina. Mas precisam ser 2 amostras!!!
A ironia, é que para a ecografia ela precisava estar com a bexiga cheia, mas como a eco era as 17h30min. se eu coletasse depois da eco o laboratório já estaria fechado e depois de coletado tem 1 hora para entregar a amostra. Ou seja.... só na quinta feira. DIA 1 - Eco OK, Sangue e Urina NADA!!

Tá, mas tudo bem, a Natália acorda lá por 9 e meia, 10 horas, eu já fico pronta com o Pedro, a gente leva ela, faz o exame de sangue, coloca o coletor, ela mama, faz xixi e pronto!! Primeira amostra ok!!
Tá bom!!! Ela acordou as 7 e meia e o Pedro ainda estava dormindo (eu também, claro!!), levantei, troquei ela, coloquei um coletor e fiquei brincando com ela até o Pedro acordar, nada de xixi neste tempo. Fomos, foi tranquilo o exame de sangue. Assim que terminou ela já estava rindo para a enfermeira que segurou ela (elas já me conhecem, me chamam até pelo nome... e claro que lembraram do Pedro uma semana antes!!) e a enfermeira colocou o coletor (quem não sabe, o coletor é um saquinho plástico, que tem um buraco e uma fita adesiva que é colada na vagina. Aí, feito o xixi, é só colocar o saquinho no potinho e pronto. Simples né??? Ahã!! Tá bom!!!) e fomos pra casa para ela tomar mamadeira. Ela mamou e 5 minutos depois: tcharãn!!! Ela fez COCÔ no pacotinho!!!! Tá bom, beleza, ela ainda não tinha feito seu cocozinho matinal. Erro meu... Agora não tem como dar errado. Outro coletor, muita água e suco e... tcharãn!!! outra vez cocô!!!!!!!
E teve ainda uma terceira vez, só de manhã!!! Aí depois do almoço, mais um litro de suco, coloca o coletor, choro de montão e sono. Ahhh então se ela dormir um pouquinho ela sempre faz xixizinho quando acorda. Agora vai dar certo. Resultado: ela acordou toda vazada de xixi e o coletor descolado e SECO!!!! Aí já era tarde, quase 16 horas (o laboratório só recebe até as 16h!!). Dia 2 - Sangue OK - Urina NADA!!!

Hoje, Natália acordou em seu horário normal, com cocô feito já, como sempre. Banho + coletor +mamadeira = xixi no pacotinho!!! Só no mundo dos sonhos!!!! Ela fez cocô outra vez no pacotinho!!!! Limpei tudo, fui ao laboratório pegar mais coletores. Voltei para casa, ela dormiu, fiz almoço, almoçamos, limpei cozinha, recolhi roupa do varal e ela acordou. Troquei a fralda, limpei com lencinho estéril do laboratório coloquei coletor, dei almoço, dei mais um litro de suco e água, e adivinhem outra vez??!! COCÔ no coletor!!!!!!!!!!!! Fiquei quase louca!!! Já eram 10 pras 4, hora limite, amanhã é sábado, último dia para entregar as DUAS urinas, porque as guias vencem e é o tempo limite para o exame ficar pronto na quarta feira, dia da consulta e em 3 dias eu não consegui nenhuma!!! E como se fizesse muita diferença, amanhã o laborátório fecha as 11h!!!! E eu não vou poder entregar a urina e não sei como vou fazer. Na verdade, até sei, vou levar só a eco e o exame de sangue no Dr Frauzemar e vou pedir para ele uma nova guia para os exames de urina. Mas aí, esse resultado vou ter que mandar por email para a nefrologista ou para o próprio Dr. Frauzemar. Pelo menos até dia 14 de julho, quando vamos consultar com o outro nefrologista.

Eu queria terminar esse post contando, bem feliz como fui bem sucedida na coleta da urina da Natália para esses exames, mas que nada!!! Frustração. Acho que vou tentar trocar o exame de urina pelo de fezes na próxima vez... aí vou ter êxito!!!

Ahh, como se nada disso bastasse, ainda fui acometida de um TPM de marca maior... o que melhorou muito meu humor a cada troca de coletor, a cada resposta atravessada ou simplesmente resposta mesmo do marido, a cada birra do Pedro.... isso sem contar todo o nervoso e apreensão que sinto a cada 6 meses, quando tenho que levar a Natália fazer todos esses exames outra vez, somados a tal TPM, façam as contas vocês mesmos.....

Me perdoem pelas escatologias do post de hoje, mas achei que essas duas semanas mereciam ser documentadas!!!
Beijos!!!

sábado, 7 de maio de 2011

Quando é realmente dia das Mães?


"Optar por um filho é decidir, em dado momento, ter seu coração caminhando fora do corpo para sempre." Elizabeth Stone.

FELIZ DIA DAS MÃES!!!

Quem é mãe sabe, que todo dia é dia das mães. Todos os dias quando o filho sorri, quando o filho diz que a ama, quando você ganha um abraço apertado, um beijo melecado, ou um presente inesperado, mesmo que esse seja um brinquedo quebrado para ser consertado.

Quando o almoço está maravilhoso, mesmo sendo apenas um arroz com feijão, quando você é a melhor mãe do mundo só porque você concorda em tomar um sorvete mesmo num dia nem tão quente assim. Ou ainda, quando você faz uma "mágica" mirabolante para tirar a dor de um dedo batido ou de um joelho ralado e a mágica funciona e seu filho acredita que você é realmente mágica.

É dia das mães quando seu filho mostra tudo o que aprendeu com você, pedindo por favor na padaria antes mesmo de você chegar no balcão, e depois, agradece ao atendente também antes de você mesma pensar em fazer isso. Também é dia das mães cada vez que você chega no mercado e todas as moças do caixa e empacotadoras conversam mais com seus filhos do que com você, normalmente em tons de brincadeiras e carinhos e mesmo que seu filho ainda não saiba dizer nada ele entende e sorri para todos a sua volta. Também é dia das mães todos os dias que você percebe que as pessoas ao seu redor, normalmente sua família, amam, adoram e são loucos por seus filhos como se fossem seus próprios filhos ou netos. E também quando você vê seus filhos retribuindo todo esse amor que eles recebem.

É dia das mães quando seus filhos brincam juntos e você percebe que eles serão amigos pela vida toda porque o amor que existe entre eles é único!

E é dia das mães quando você termina de dar banho nos filhos e respira no meio daquelas cabecinhas e sente o cheiro do mais puro amor.

É dia das mães quando vocês se divertem ouvindo um música, cantando e dançando, quando vocês se divertem vendo um filme no cinema ou em casa mesmo, no meio da bagunça de brinquedos, meias e sapatos jogados pela sala.

É dia das mães quando, em suas cabecinhas passam cada coisa que você jamais conseguiria imaginar que passassem. E quando eles soltam aquelas pérolas de rolar de rir então?? Também é dia das mães.

É dia das mães no primeiro passo, na primeira palavra (mesmo que esta seja cocó e não mamãe...), no primeiro banho de mar, no primeiro dia na escola, na descoberta do primeiro amor.

É dia das mães de madrugada, quando o papai tem que trocar de cama para o pequeno dormir com você. E é dia das mães de manhã, ao acordar quando seu filho pergunta se você dormiu bem antes mesmo de você realmente abrir os olhos. E o sorriso então?! Sem palavras!!!
É dia das mães quando você entende tudo o que sua mãe sempre falou que o melhor presente do mundo são os filhos. Porque são!!!
Obrigada meu Deus, por 365 dias das mães por ano!!!!

sábado, 9 de abril de 2011

Um ano...

Dentro de 6 dias será dia 15 de abril. Para mim, um dos dois dias mais lindos da minha vida!!!
A Natália completa seu primeiro ano de vida.
Nossa, como passou rápido e foram tantas mudanças neste tempo que juro, parece impossível em só 365 dias.

Aconteceu, na gestação da Natália, dois fatos bem marcantes, que me causaram muita dor, além do problema no rim dela e de toda a incerteza que isso gerou. Fatos estes que só me deixaram mais inseguras.

Minha gravidez foi confirmada no dia 25 de agosto. No mesmo dia em que morreu um tio muito querido meu. Nem ao velório eu fui, por medo da gripe, que na época, estava matando adoidado. (Meu tio não morreu de gripe, ele teve complicações de um derrame depois de quase 4 anos, mas onde ele seria velado e sepultado haviam 2 mortos pela gripe). Essa foi uma situação bem estranha, para mim claro, uma alegria imensa e uma dor tão grande também. Não sabia nem se eu contava ou não para minha tia e primos a respeito da gravidez. Mas acabou que foi inevitável, porque uma coisa assim a gente não consegue esconder, nem neste caso.

E o segundo fato, foi no dia 25 de novembro, dia em que eu senti a Natália mexer dentro de mim pela primeira vez. Foi a tardinha, eu estava no quarto e comecei a sentir. Liguei para minha mãe para contar para ela e fui fazer pastel, para nós três jantarmos (o Pedro amaaa pastel!!! Quando vamos fazer lanche no shopping ele sempre escolhe pastel!!!) Passado um tempo, nós já estávamos comendo, minha mãe ligou para me contar da morte da Marina, uma menina linda, de apenas 16 anos, que havia passado os últimos 17 meses numa UTI, vitíma de uma bala perdida. Ela era vizinha da minha madrinha e eu vi a menina crescer, tão linda e tão querida. No velório, juro que ela parecia uma boneca de porcelana. Ela era realmente uma boneca. Foi muito triste!!! Sempre digo que ela foi a pessoa de fora da minha família que eu mais chorei a perda...

Esse dois fatos, junto ao caso do rim, me pareciam um sinal, de que alguma coisa ruim ia acontecer com minha filha. Não conseguia acreditar que eu teria ela nos meus braços. Parecia um sonho tão distante, ter ela dentro de mim mas ter a sensação de que eu não a veria crescer. Na gravidez do Pedro, eu não via a hora de que ele nascesse, mas na da Natália, parecia que esse era o único tempo que eu teria ela comigo.

Aí ela nasceu, saudável, grande, linda e minha!!! Então começou a minha vida completa. Completamente completa!!! Claro, por algum tempo ainda tive inseguranças, a gente sabe de tanta história de morte de berço, e ainda penso no rim único dela com receio de que possa acontecer algo ruim, acho que é normal. Só sei que diariamente eu agradeço a Deus por ter minha filha nos braços, por ela se desenvolver normalmente, por ser tão meiga e doce.

Penso que há um ano, tudo era medo e incerteza. Hoje, tudo é festa e alegria:
Ela bate palminhas;
Tem quase 5 dentes;
Engatinha igual à uma aranhinha correndo pela casa;
Sobe as escadas em menos de um minuto;
Ama tomar banho;
Adora brincar com a ração das gatas
Ama o irmãozão dela que consegue tirar as melhores gargalhadas;
Faz caretinha para as fotos;
Penteia os cabelos;
Pega todos os controles, telefones e celulares e (pasmem!!) coloca na orelha e começa tagarelar, que nem gente grande, rsrsrsrs
Tem uma força que até eu perco para ela (não é fácil tirar da mãozinha dela o que ela pega não!!);
É briguentinha e choroninha;
Estranha quase todo mundo, quer dizer, agora menos, porque antes, vixe.... não olhava para ninguém;
Está quase andando;
Fica na pontinha dos pés para alcançar o inalcançável, parece até uma bailarina;
Parece a Betty Boop...

Enfim, eu poderia passar o resto da vida contando suas proezas, mãe coruja que sou...
E ela só está fazendo um aninho, daqui há 6 dias ainda... e Deus vai permitir que ela faça mais um e mais um e mais um e que ela viva por muitos anos. Que tenha anos de alegria e paz e de sonhos realizados... os dela, porque os meus, ela já realizou.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Luíza, a amiga do Pedro.


Pedro olha para a Luíza e diz:

- Eu não quero que você pegue o meu trem!

Depois, ele fala pra Luíza se ela também quer comer um iogurte, ou se ela prefere uma laranja ou outra coisa.

Outro dia, ele me contou que a Luíza estava braba com ele porque ela queria brincar com o Lego, mas não dava para eles brincarem porque a Natália estava acordada e a Maya (cachorrinha deles), estava dentro de casa. E outro dia também ele estava brabo com ela porque ela queria ficar brincando com a Natália e não com ele.

A Luíza já ficou triste com ele por algumas razões que agora me fogem da memória, assim como ela também já ficou feliz com ele. Eles estão sempre brincando juntos, normalmente, com os trens do Pedro. Eles conversam, riem, brigam e até se abraçam e andam de mãos dadas. Ah, e ele também dá broncas nela, porque ela esta fazendo uma gritaria e vai acordar a Natália ou então, porque ela não quer mais brincar com o trem dele e ela não guardou (como se ele mesmo guardasse tudo que pega!!)

Ele também já chamou para brincar, várias vezes, a Mônica, a Magali e até o Cebolinha. Ah, ele também brinca muito com o "filho" dele, que ele ainda não sabe o nome.

Já deu para entender quem são esses amigos, não é? São os amigos invisíveis do Pedro. No início, fiquei preocupada, sem saber o que fazer, porque várias vezes, os amigos dele querem interagir comigo. Natural, sou a mãe do Pedro, estou em casa, fazendo tudo para ele!! Almoço, lanche, janta, vendo filmes e até tomando banho, com a presença quase que constante da Luíza e do "filho" dele.

Li no site da Super Interessante um artigo sobre amigos imaginários, que me deixou mais tranquila e a vontade para conviver com eles. Quem estiver nesse barco, recomendo ler a matéria no endereço: http://super.abril.com.br/cotidiano/amigos-imaginarios-611074.shtml

O Pedro não tem amigos de verdade, as vezes, tem a sorte de ir na casa da minha tia e encontrar algum filho de amiga da minha prima ou de ir na casa da minha vó e encontrar meu priminho que tem a idade dele, aí ele brinca até não poder mais. Ou então, em aniversários. Mas até antes dele ter a Luíza e os outros amigos que eu tenho a infelicidade de não enxergar, ele dificilmente se enturmava com crianças. Passava a maior parte do tempo com os adultos. Lembro, há um ano atrás, que eu o levei ao aniversário de um primo, com cama elástica, piscina de bolinhas e tudo o mais e sabe o que ele ficou fazendo quase a festa toda? Conversando com a mãe de uma das crianças que estavam lá. E ele só tinha 2 anos e meio!! Depois que a Luíza "apareceu" na vida dele, ele passou a ser mais sociável com outras crianças. E isso foi muito bom para ele. Ano que vem, se tudo der certo, vou colocá-lo na escola. Já era para ele ter ido esse ano, mas as coisas não saíram como o esperado. Nesse meio tempo, vou criando, com a ajuda da Luíza e da Natália, artificios para ele ir treinando sua sociabilidade.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Os piores 4 meses da minha vida!!

A Natália só tem um rim!

No ultra-som morfológico de 20 semanas, realizado no dia 16 de dezembro de 2009, ao mesmo tempo que o médico me deu a melhor notícia que eu poderia receber naquele dia, que eu teria uma menina (que na verdade, eu já tinha certeza, sempre soube que era uma menina!) ele constatou um problema nos rins dela. O rim esquerdo parecia multicistico e sem função e o rim direito apresentava uma dilatação, com aspecto de vicariancia (termo usado para definir um rim que trabalha pelos dois), além de haver um cisto muito grande no cordão umbilical, muito próximo da barriguinha dela. O cisto do cordão umbilical, segundo o médico que realizava o exame, não era nada preocupante. Cistos de cordão não afetam em nada a gestação, menos ainda a saúde do bebe. Na verdade, trata-se de uma anomalia tão sem importância que não existem nem muitos estudos a respeito de origem e possíveis complicações em decorrência dele. O que realmente preocupava eram os rins. E como o médico me disse, saber exatamente tudo, só depois que ela nascesse, mas que com certeza, o obstetra realizaria mais exames para um melhor acompanhamento do caso. Eu não precisava me preocupar porque se o líquido amniótico estava normal, significava que havia função renal e que era para eu me tranquilizar que existem várias pessoas que só tem um rim e nem sabem, levam uma vida totalmente normal.

Então começou minha angustia. Saí dali e fui, mesmo sem hora marcada, direto para meu
obstetra. Estava muito perto do Natal e das férias de fim de ano e eu não podia passar nem mais um minuto sem mais respostas. Ele me atendeu prontamente, viu os exames, pegou livros para me mostrar qual era o caso, segundo as suspeitas do laudo. E me indicou uma nefrologista do Hospital Pequeno Príncipe para acompanhar minha gestação a partir de então.

A médica que me atendeu, um doce de pessoa (que é a outra pediatra da Natália que mencionei no último post) me deixou bem mais tranquila (se é que se pode chamar de tranquilidade aqueles dias.) Me explicou tudo detalhadamente, como funcionam os rins, o fato de só ter um rim funcional não alterava em nada a vida da pessoa. Me explicou também sobre as possibilidades negativas que talvez tivéssemos que passar, desde a possibilidade dela ter que passar por cirurgias logo após o nascimento para extirpação do rim, até dela ter que passar em torno de seis meses a um ano com um dreno para urinar. Mas lembrando que nada era definitivo, que com apenas 20 semanas de gestação, ninguém podia afirmar nada.

Todas essas informações me assombraram o Natal e Ano Novo e todo o tempo até que eu fosse fazer um novo ultra-som.

A outra ecografia que fiz, foi mais assustadora ainda! O mesmo médico que fez o primeiro e que era sempre tão atencioso e simpático, acordou com a macaca, justo no dia do meu exame!! Estava mal humorado e grosseiro. E eu com a cabeça a mil, com milhares de dúvidas e medos, fazendo todas as perguntas que me vinham na idéia. Até que ele me olhou e disse que ele não era especialista que eu não deixava nem ele falar, que estava fazendo muitas perguntas! É óbvio, não??!! Aí ele disse que não conseguia ver se os rins dela eram multicisticos ou policisticos. E quando eu perguntei a diferença entre um e outro ele simplesmente disse, sem nem olhar na minha cara, que se fosse policistico meu bebe morreria!!!!! Então, choradeira!!! Acho que nunca chorei tanto na minha vida como naquela hora. Parecia que estavam arrancando tudo de dentro de mim. Só então ele se deu conta do que tinha falado. Ai tentou concertar, dizendo que com certeza não era o caso, que o líquido estava normal e que isso já descartava a possibilidade de policistos. Mas se ele sabia disso, porque falar desse jeito? Mais uma vez saí dali e fui no meu obstetra. Ele me disse que na realidade, achou esse exame melhor do que o primeiro e que a Natália não corria risco nenhum.

Daí então, eu passei a fazer ultra-som quase a cada 15 dias, para acompanhar o desenvolvimento da Natália. E a cada nova ecografia, tinha-se um novo quadro de possibilidades. Sempre melhores. Em março, o médico que fazia ultra-som, o mesmo de sempre (que segundo me disseram, estava num péssimo dia justo naquele dia e que valia a pena continuar com ele porque ele era o melhor!!) comentou que talvez precisasse fazer uma cesárea com 34 a 35 semanas, para não correr riscos, para caso precisasse de algum tipo de intervenção, quanto antes melhor. Mas a nefrologista que me acompanhava descartou a possibilidade. Seria muito pior, porque rins não são como fígado, que se regeneram e porque isso poderia comprometer os pulmões do bebe. Mas até isso me tirava o sono. Pensar em ter o bebe e não poder levar para casa era um pânico para mim. Quantas lágrimas caídas nestes dias também!!
E no dia do parto, 15 de abril de 2010, com 38 semanas de gestação, já estava na sala o Dr Frauzemar, (também mencionado no post sobre pediatras), que é o neonatologista da UTI da Maternidade Curitiba, já sabendo do caso todo da Natália.

Assim ela veio ao mundo. Dentre muita angústia, dúvidas e medos, e com um cisto de cordão umbilical quase do tamanho da cabecinha dela (todos os médicos e enfermeiros no centro cirurgico se assustaram com o tamanho do cisto. Ouvi até alguém comentar que nunca tinha visto um cisto tão grande!!)!!!

Nós saímos da Maternidade no sábado e na terça feira já levei a Natália para consultar com a Dra Karen, nefrologista do HPP.

A Natália só tem o rim direito funcional, o esquerdo não tem nada de função. Ela fez exames de cintilografia, ecografia renal e uretrocistografia, sendo que destes, o mais tranquilo é a ecografia. Os outros dois precisam de contrastes, sondas e mantê-la amarrada a uma maca durante uns 20 minutos, enquanto um aparelho faz as fotos.

O último ultra-som feito quando a Natália estava com 6 meses, mostrou que o rim esquerdo já está em fase de atrofia e que não será necessário nem uma cirurgia para removê-lo.

Ela faz exames de sangue e ecografia a cada 6 meses. Só para controle, pelo menos até ela ter uns 4, 5 anos. Depois, o controle poderá ser anual.

Como disse a dra Karen, assim como toda mulher faz exames de rotina no ginecologista, ela também deverá fazer no nefrologista.

Eu agradeço a Deus todos os dias por me permitir ter minha filha em meus braços. Porque naquele dia 16 de dezembro, que eu esperava apenas a confirmação de que eu teria uma menininha para correr comprar uma roupa bem cor de rosa, a unica coisa que eu pensava em fazer era ir para casa, dormir. Quem sabe eu acordava e via que era só um sonho ruim??!! Mas não foi, era real e ela só tem um rim mesmo. Hoje A Natália é a continuação do meu sonho mais lindo!!! E juro, que cada vez que eu olho para aquele rostinho lindo, aquele cabelo cacheado eu tenho vontade de apertar tanto... meu coração dói de tanto que eu amo essas duas pessoinhas que são tudo na minha vida!!

Obrigada meu Deus, pelos meus filhos!!!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma jornada quase sem fim...




Quando estava esperando o Pedro, uma das primeiras coisas que me preocupei foi em encontrar um bom pediatra. Não conhecia nenhum. Precisava de uma indicação. Perguntei para meu obstetra e ele me disse que como eu não tinha nenhum ele chamaria para o parto um bom e amigo dele, com consultório.
E assim conheci o primeiro de muitos! Um ótimo pediatra. Segundo minha mãe, muito parecido com o que ela levava nós 3 quando eramos crianças. Ele era um senhor mais velho, meio rude, daqueles que dizem o que tem que dizer para nós, mães desesperadas. A secretária me contou, certa vez, que várias mães saíram chorando do consultório, dizendo que nunca mais voltavam e dali a pouco tempo, estavam de novo marcando consulta, com o "rabo no meio das pernas", porque afinal, ele era muito bom. Não, ele era ótimo, mesmo. Eu mesma ouvi algumas grosserias da parte dele, mas já conhecia a fama e não liguei. O importante era confiar. Parei de levar o Pedro por causa da distância. Eu levava mais de 45 minutos para ir, levava uns 15 minutos no consultório e mais 45 minutos para voltar para casa. E a maioria das consultas era para pesar e medir! Qualquer um poderia fazer isso, certo? ERRADO!!
Assim, passei a levar o Pedro num pediatra perto de casa, "só para pesar e medir" e quando percebi, estava levando para todas as tosses e febres e na verdade, não gostava nunca! Era sempre o mesmo diagnóstico e o mesmo tratamento - bronquite - "ele é a cara do pai e a bronquite da mãe!!" Fácil assim, né?? Mas era cômodo, tão perto de casa...
Fora nas crises no meio da noite, conheci pediatras de todos os tipos: o tipo que manda antibióticos para tudo, o tipo que não quer nem que de um anti-térmico nunca, o tipo que para tudo manda fazer exame de sangue, o tipo que mal olha na nossa cara e o tipo bem legal, na medida certa!! O único defeito era não ter consultório e atender somente na emergência, ou seja, para levar o Pedro teria que ir depois das 22h! Complicado.
Nasceu a Natália e eu ainda levava o Pedro no mesmo pediatra, perto de casa, que diagnosticava bronquite para tudo. Quando ela estava com 5 dias, precisou fazer um exame de sangue e dentre outras análises, uma era de bilirrubinas. Deu muito alta. E ela precisaria ficar internada para fototerapia. Então, para eu não precisar me internar com ela em Curitiba, na maternidade onde ela nasceu e onde o novo pediatra atenderia a gente, liguei para esse, da bronquite, para que ele nos atendesse e internasse a Natália no hospital em Campo Largo mesmo. E ele não quis atender dizendo que ela não era paciente dele e não poderia nem fazer um encaixe pra gente!! Minha nossa, ele me conhecia há quase 2 anos!! Ele soube tudo da minha gravidez. Ele é parente de um parente meu!! E ainda assim, não quis nem saber. Muita raiva!!!! Fui chorando muito para Curitiba, para ficar mais 4 dias no hospital!
Mas há males que vem para o bem. Ali, naquela situação, conheci o atual pediatra dos meus filhos. É claro que ele não é perfeito, mas é o melhor que eu conheci até hoje. Ele é muito concorrido, marquei, no começo de fevereiro, uma consulta para a Natália só para o dia 5 de abril!! E sempre foi assim, consultas marcadas com 2 meses de antecedência. Mas sempre que eu precisei dele, porque a Natália estava muito chorona e eu não sabia o que fazer, porque eu tive rotavírus enquanto estava amamentando, porque ela não se sustentava mais somente com o meu leite, eu liguei pra ele e ele sempre me atendeu. Faz consultas por telefone e sempre resolve. Só levo ela uma vez por mês para pesar e medir e nem me importo mais que é longe de casa. Não é isso que é importante. Até, na verdade, levei a Natália para pesar e medir em outros 2 pediatras, nas férias de verão, e até pensei seriamente em leva-los em um pediatra mais perto, mas não adianta. Gostei do Dr. Frauzemar, confiei nele e sempre corro pro telefone pra tudo e sempre sou bem atendida. E ele também passou a atender o Pedro e adivinhem só: tudo indica que ele nem tem bronquite!!!
A Natália tem também uma outra pediatra, mas isso é uma outra história e terá que ser contada mais tarde...
Uma profissão tão importante, tão difícil de agradar, de satisfazer. Nós, mães, temos um milhão de dúvidas e medos e só esperamos que nossos filhos estejam em boas mãos. Lembro de quando eu era criança, eu gostava tanto do Dr. Leo que achava que era tão fácil ser pediatra e tão gostoso passar com crianças o dia todo, que queria ser pediatra. Só que desisti quando me disseram que eu teria que fazer medicina - nem imaginava que o pediatra era médico!! Pena que não é pra mim... hoje seria tão mais fácil....



Quem quiser endereço e telefone do Dr Frauzemar, manda um recado pra mim que terei prazer em indicar. E se quiserem também os nomes dos outros, em particular também digo quem são, afinal, estamos nessa juntas, né mães??!!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sentindo na pele as diferenças.

Como eu disse ontem, ao criar esse blog, o que me impulsionou a escrevê-lo foi uma conversa com o pediatra do Pedro e da Natália, que me disse que eu deveria compartilhar minha experiência com outras mães.

Quando o Pedro nasceu, assim como a maioria das mães, creio eu, eu sonhava com a amamentação pelo maior período de tempo possível! Durante a gravidez, ficava imaginando, como seria, quantas vezes por dia ele mamaria, que meu leite o sustentaria e que tudo seria perfeito. Mas a realidade não foi bem assim. No primeiro dia no hospital foi tudo ótimo! Ele mamou quantas vezes quis, o tempo que quis, à sua vontade e dormiu o dia todo, sem se importar com as visitas e com as 17 pessoas que estavam nos visitando na mesma hora!! Mas no dia seguinte, começou o "problema": ele começou a chorar. E chorou o dia todo!! E eu e o Rodrigo, sem saber o que fazer! As enfermeiras vinham, queriam levar ele um pouco para o berçário, para eu descansar um pouco mas eu sempre contra, afinal, no dia seguinte eu iria para casa, onde não haveria enfermeira para leva-lo para lugar nenhum e estaríamos por nossa conta e risco. E assim, passei meu segundo dia como mãe, sem saber o que fazer e como agir. Até que veio a noite e as enfermeiras levaram o Pedro de volta para o berçário. Na madrugada, quando vieram me devolver meu filho para mamar, ele estava tão calminho e quieto e elas me contaram que o pediatra de plantão havia mandado que fosse feito o reforço com fórmula e que ele tinha aceitado super bem e tinha se acalmado. Que eu não deveria ficar preocupada porque isso não interferiria na amamentação, que no início era difícil mesmo, que ainda não estava descendo o leite e apenas o colostro e que só o colostro não sustentava ele. Ele mamou tão direitinho daí pra frente, sem mais precisar do reforço. E eu feliz da vida. Fomos para casa, numa quarta feira. Passamos muito bem, sem muita choradeira, com muitas mamadas! Sempre mais! No final de semana, meus seios, já não possuíam bicos! Eu nunca os tive pra falar a verdade, e então, eles viraram feridas puras!! Não tinha mais nem um pedacinho de pele ali. E a cada uma hora, as vezes mais, as vezes menos, lá ia eu chorar de tanta dor, enquanto ele chorava tentando fazer com que dali saisse um pouco mais do alimento que o sustentava. Lembro como se fosse hoje, quando eu ia tomar banho. A água que caía, parecia que dilacerava meus seios. Fiz tudo que me mandaram fazer, todas as receitas de vó e tia que me ensinaram eu fiz, desde tomar banho de sol no seio (muito recomendada, realmente, por vários médicos) até colocar cascas de banana no bico e papel filme!! (um crime, já que ficava ali cozinhando um pouco mais o que restava do bico). Mas enfim, na noite de domingo para segunda, passamos em claro, aos berros, com direito ao Rodrigo ter que sair de madrugada, na farmácia de plantão, para comprar uma esgotadeira para que o Pedro pudesse mamar (mas só para esclarecer, nem por um segundo eu me recusei a dar o peito para ele ou quis a esgotadeira para facilitar a minha vida! é que ele já tinha mamado tantas vezes e eu realmente não tinha certeza se ainda tinha leite. Veja bem, fazia 7 dias que ele havia nascido!) Eu sei que, depois de duas horas sem que ele tentasse mamar, tentando de outras maneiras acalmar aquele choro tão sofrido, fui usar a esgotadeira e consegui retirar míseros 20ml!!! Para mim, uma mulher do meu tamanho (sempre fui grandona!!)!! Foi uma frustração tão grande. Mas foi só a primeira. No dia seguinte, levantei e levei-o ao pediatra, que era o mesmo que já tinha nos acompanhado na maternidade. Quando contei pra ele sobre os 20ml ele olhou pra mim e disse: "Não deu nem pro buraco do dente esses 20ml!!" Parece que estou vendo o rosto dele dizendo isso. E quando ele viu meus seios, quase caiu de costas: "Pare já de dar esse peito desse jeito pra criança. Do jeito que está infeccionado, ele vai acabar tendo uma infecção tão grande de estômago e intestino e que depois vai sobrar para eu correr atrás do prejuízo". Mandou que eu desse fórmula para ele, por 3 dias, na colher, para que ele não acostumasse com outro bico enquanto o meu melhorava. E dito isso, 3 dias de fórmula. Quando chegou na quinta-feira, dia que eu voltaria a dar o peito (que então já estavam novinhos em folha!!) pro Pedro, quem disse que ele quis??? Ficava gritando, se empurrando para trás e nem sequer fechava a boca!! E eu resolvi tentar tirar com a esgotadeira para dar do meu leite para ele e sabe quanto eu consegui tirar depois de 3 dias?? NEM UMA GOTA!!! Agora imaginem uma mulher dando mamadeira para o filho e chorando??? Por pelo menos uns 10 dias, ou mais, foi assim, a cada mamada. Por um bom tempo eu me recusava permitir que outra pessoa além de mim o fizesse. E aquilo foi tão triste para mim! Todos me diziam para não ficar assim, que eu tinha feito minha parte, que essas coisas a gente não pode prever, e vinha uma mãe e me contava sua história e assim foi até que me acostumei com a idéia. E depois, até passei a nem achar mais tão ruim assim, já que na noite de segunda para terça mesmo, ele já começou a dormir a noite toda!! E assim me convenci de que, além da tristeza e frustração, não era tão ruim assim dar fórmula. Com 2 meses ele começou a comer furtas e tomar sucos e com 3 sopinhas. Com quase 5 meses ele já comia de tudo e nunca teve uma colicazinha!!
Maravilha não??!!
Calma, esse história não termina assim!!

Quando resolvi engravidar novamente, uma das minhas preocupações, era com meus seios. Mas como sendo já mãe de "segunda viagem" já havia me informado da possibilidade de usar conchas de amamentação.
E assim foi, a partir dos 6 meses de gestação, passei a fazer uso diário das conchas. Ficava tão feliz ao chegar a noite, no chuveiro e ver aqueles bicos tão grandes!! Sabia que agora daria certo!! E então, exatamente 2 anos e meio depois do nascimento do Pedro, nasceu a Natália. Carregando uma carga de expectativas além do comum e imaginável (isso vai render um próximo post!!). Nasceu, como todos os bebes, com uma fome e tanto! E eu com minhas conchas, que passei a usar cerca de 18h por dia!! E da-lhe mamar e da-lhe não sentir dor, nem ter um esfoladinho sequer. E assim foi, realizando meu sonho de amamentar. Claro que por algumas vezes o medo de ter que parar era grande. Teve uma vez, ainda durante a dieta, que ela não queria dormir de jeito nenhum e só chorava. Estavamos na casa da minha mãe, e eu já estava chorando tanto quanto a Natália, e o Rodrigo (lá vai ele pelas madrugadas da cidade!!) saiu comprar uma mamadeira e um lata de leite. E eu chorando em casa, e ela sem querer mamar mais. E eu achando que tinha acabado, aos 20 e poucos dias de vida, e de novo, todos me dizendo que eu tinha feito minha parte, e que era para eu considerar a possibilidade de entrar com fórmula... mas foi só o susto mesmo. Quando o Rodrigo voltou com a mamadeira e o leite, ela já estava mamando e logo dormiu. Na verdade, essa foi a primeira noite de uma longa sessão "Não quero dormir, por favor não me obrigue, mamãe!" e confesso que essa foi uma sessão muito desgastante!! Mas como todas as outras, já passou e passou correndo (digo isso agora, porque o tempo que durou foi mais do que suficiente!!) E assim seguimos com amamentação exclusiva até os 5 meses de vida da Natália. E foi quando meu leite passou a ser pouco e ela continuava com fome, depois de esgotar os dois peitos. Aí o médico mandou que eu desse reforço após as mamadas. Mas e quem disse que ela quis??? Não tinha nada que fizesse ela tomar, de nenhuma marca. Ela dava um golinho e cuspia tudo!! Tentei dar antes do peito pra ela, quando ainda estava com fome e mesmo assim, nada feito. E a fome foi crescendo e só no peito já não estava mais dando. Assim, ela começou a comer frutas e dois dias depois sopinhas e pouco tempo depois ela já começou a comer arroz, macarrão e até feijão. Sempre comendo com gosto, sem fazer caretinhas pra nada e sem uma dorzinha de barriga!! E nessa, mamar mesmo, ela só aceitava a noite e de madrugada, quando acordava. E assim foi até ela não querer mais nem a noite porque só com o jantar ela já se satisfazia até o dia seguinte. Agora vocês podem imaginar uma mãe que nem assim dormiu direito nas primeiras noites!! Sempre com medo que tivesse acontecido alguma coisa, afinal, dormir a noite toda não era mais um hábito!!! Depois de umas duas semanas, comendo super bem, o médico mandou que eu desse leite de vaca mesmo, integral porque a Natália não estava ingerindo as doses diárias de nutrientes do leite. E adivinhem? Leite de vaca ela gostou!!! Vai entender essas crianças né?

Mas a que conclusões eu cheguei disso tudo?
Bem, aí é que entra o que o médico disse que eu deveria compartilhar com outras mães, as diferenças entre um e outro.

O Pedro, antes de um ano, já tinha tido conjutivite, tinha tomado injeção e usado supositórios anti-térmicos, porque estava com tanta febre e não tinha o que fizesse baixar, já tinhamos corrido de madrugada não sei quantas vezes ao pronto socorro, sempre por causa de febres sem razão, já tinha até coletado sangue para exames. E alergias??!! Qualquer picada, de qualquer inseto, já é suficiente para fazer feridas!! Quando morávamos na chácara, eu tinha vergonha das perninhas dele, porque todos que viam comentavam comigo e parecia que eu era relapsa. Mas não tinha o que fazer além do que eu já fazia. E eu fazia tudo!! Na praia, aqui no Paraná, quem foi sabe o problema das mariposas. Até hoje, depois de mais de um mês que voltamos, ele ainda está com marcas nas pernas e nos braços.Durante os 10 dias que passamos lá, foi a base de anti-alérgico. Não que ele tenha uma saúde fraca, não é isso. Mas foram situações que passamos com ele, muitas, antes dele ter um ano. Ele é super saudável, cresce além do normal. Hoje, ele está com 3 anos e meio, e tem o tamanho de uma criança de 5!!

Já a Natália, está com 10 meses e teve uma unica febrinha de nada, há uns 15 dias, por causa de tanta mudança de temperatura! Ficou o mesmo tempo que o Pedro na praia e não teve nem um sinalzinho de alergia, de picada, de nada!!! E porque tanta diferença assim?

TEMPO DE AMAMENTAÇÃO!!

Sei que fiz pelo Pedro o máximo que eu pude com o que eu sabia. Hoje, já tenho outras informaç
ões que na época eu não tinha, sobre conchas, por exemplo, que acredito, fizeram toda a diferença. Parece um tempo tão pequeno entre uma gravidez e outra, mas em termos de experiência adquirida, é um tempo gigantesco! Ainda tenho tanto a aprender, e se eu fosse ter outro filho, com certeza teria muito mais a acrescentar e assim será em cada fase da vida dos meus pequenos.

Bjos!!